sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Economia agroexportadora – Ciclo do café


Desde sua colonização até o ano de 1930, o Brasil apresentou uma economia agroexportadora. Ou seja, o bom desempenho da economia dependia da exportação das poucas commodities agrícolas, que com o tempo variou os produtos a serem exportados para o mercado internacional em: ouro, açúcar, café, borracha e outros, formando os ciclos da economia brasileira. Entre esses ciclos o que apresentou maior desenvolvimento foi o ciclo do café.

A economia agroexportadora apresentava uma elevada vulnerabilidade visto que a demanda dependia das oscilações do crescimento mundial. Crises internacionais afetavam diretamente as exportações, criando dificuldades para toda economia brasileira já que todas as atividades dependiam direta ou indiretamente do desempenho do setor exportador cafeeiro.

Como o setor exportador cafeeiro era o setor mais produtivo e de maior dinamismo, existia uma elevada concentração dos recursos naturais e de capital. Essa concentração causava uma elevada desigualdade na distribuição de renda. Desigualdade essa, característica do modelo agroexportador.

O maior problema no sistema agroexportador adotado pelo Brasil era o descompasso entre a base produtiva e a estrutura de consumo, ou seja, a exportação é uma das únicas bases que determinava a renda nacional. Não havia investimentos em bens de consumo ou tecnologia por exemplo; tudo era importado. Deste modo, qualquer problema no balanço de pagamentos (diminuição de exportações ou guerras) poderia ocasionar uma diminuição das importações, afetando diretamente as condições de consumo da população.




Um dos problemas da economia agroexportadora são as oscilações de preço do produto exportado. Quando o preço subia aumentava a lucratividade e parte desse lucro era reinvestido no próprio setor. Porém, esse reinvestimento não aumentou a remuneração dos trabalhadores empregados no setor cafeeiro, mas sim a quantidade de funcionários, já que nessa época (final do séc. XIX) o contingente de trabalhadores aumentou significativamente ocasionado pelo aumento do fluxo imigratório e pelo fim da escravidão. Por outro lado, quando o preço caia, também não havia queda nos salários, mas sim no volume de trabalhadores.

Quando isso acontecia o governo utilizava dois mecanismos muito eficientes a curto prazo, porém, não positivos a longo prazo. Eram eles: A desvalorização cambial e a política de valorização do café.

Desvalorização cambial

O governo desvalorizava o câmbio fazendo com que, mesmo com a queda do preço no mercado internacional, os cafeicultores mantivessem renda (na moeda nacional). Essa medida escondia os sinais que a queda do preço sinalizava, um excesso de oferta, indicando a necessidade de reverter os investimentos. Isso fazia com que houvesse cada vez mais investimentos ao setor causando uma tendência de superprodução de café.

Essa desvalorização cambial era feita por meio da inflação, causando um encarecimento nos produtos importados, prejudicando toda sociedade que, por conta da economia agroexportadora, dependiam das importações.

Política de valorização do café

O governo comprava café para estocar, diminuindo a oferta e estabilizando o preço. Então o estoque era feito no período de safra e liberado no período de entressafra. Assim, durante a safra os preços cairiam menos e durante a entressafra os preços subiriam menos.

Essa política também escondia os sinais de mercado causando tendência à superprodução. Além disso, os preços do café eram sustentados por esta política, incentivando outros países a plantar café, aumentando assim a e concorrência internacional.

Nos últimos anos da República Velha o café era o produto que sustentava a economia brasileira e se encontrava em constante expansão.

Em 1930 a economia mundial entrou em uma das maiores crises da história. Essa crise causou uma enorme baixa no preço do café. O governo novamente interveio fortemente, comprando e estocando café e desvalorizando o câmbio para proteger o setor cafeeiro, principal setor na economia do Brasil! (na época). O setor não conseguiu repor os estoques no mercado sendo obrigado a queimar toneladas de café durante as décadas de 30 e 40.

A crise de 1930 também atingiu em cheio o Brasil. O “fracasso” do modelo agroexportador trouxe à tona a necessidade da industrialização. A industrialização, que já havia iniciado no fim do século XIX, se tornou meta prioritária de investimentos.

Haviam 2 teorias explicando a origem da industrialização nesse período.

A teoria dos choques adversos acreditava que as dificuldades de se importar produtos em determinados períodos (I guerra mundial, recessão de 30) impulsionaram o desenvolvimento da industrialização.

A industrialização induzida por exportações acreditava que nos momentos de expansão da economia cafeeira, consequentemente na expansão da renda, aumentava a demanda por produtos industrializados.

26 comentários:

Anônimo disse...

muito bom texto, me ajudou muito, obrigada, aliás... estou com fome, vou comer, beijos, até mais :*

Anônimo disse...

noosssa vlw mesmo. ajudo muito :D

Anônimo disse...

texto ecelente valeu

Anônimo disse...

lecal '-'

Anônimo disse...

nossa valeu me ajudou muito :D

Anônimo disse...

Seria mais interessante se o autor desse texto tivesse usado o português de maneira correta, mas tudo bem, o texto mesmo assim ficou bom.

Luane -PE disse...

Muito bom! Ajudou bastante!Muito bom! Ajudou bastante!

Priscylla Gonçalves disse...

Amei! Texto simples e de fácil compreensão... Me ajudou bastante, muito obrigada!

PS: Podia colocar a bibliografia para sabermos de onde veio a base do texto...

=)

Hadassa disse...

Ótimo! Consegui entender o que não entendi em 2 meses de aula.

Anônimo disse...

muito bom esclarecedor obrigada!

Anônimo disse...

valeu!!bem disso que estava precisando
obrigado!!

Marcelo Advincula disse...

Faz tempo que eu não entrava para ver os comentários. Fiquei surpreso pela quantidade de visitas mesmo com o blog desativado a mais de 1 ano.
Muito obrigado pelo feedback.
Vou voltar a postar sempre que possível.

Anônimo disse...

Ajud0ou muiit0 , valeu.!

Anônimo disse...

Muito mesmo!

Parabéns!

vanessa disse...

muito bom

Anônimo disse...

muito bom mESMO

Anônimo disse...

Otimo, mas texto é inteiramente retirado sem tirar ponto e virgula do livro Economia Brasileiro Contemporânea do Gremaud. Mas de qualquer forma pra quem é preguiçoso em ler este livro, tem sua serventia!

Marcelo Advincula disse...

Esse texto não foi copiado do livro do Gremaud.
Na verdade ele foi feito por mim, Marcelo Advincula, usando este livro como uma das fontes de pesquisa.

De qualquer forma, espero que tenha ajudado.

Anônimo disse...

muito bom o texto me ajudou bastante, agora eu entendi o que ñ tinha entendido. obrigado vlw.

Anônimo disse...

Muito mais didático do que a minha professora de economia e seus 45 minutos de aula. Muito obrigada!

Anônimo disse...

Parabéns!! Ajudou muito para estudar para minha prova!! Obrigado

Anônimo disse...

Fantástico me auxiliou muito na DP de economia.
Ana Paula Ramos
MS Campo Grande

Anônimo disse...

muito bom este texto , muito obrigada

Anônimo disse...

Também gostei muito do texto.. Me informou e me ajudou para os meus estudos de Economia... ;) Muito Obrigada ;)

Anônimo disse...

Maravilhoso texto! Parabéns, Marcelo. Infelizmente tem pessoas que perdem tempo comentando o que nem tem certeza. Insinuando que vc copiou o texto... Bom, para essas pessoas só tenho uma coisa a dizer: SOMOS TODOS MACACOS. 1bj

Anônimo disse...

Que estranho!
Só tem comentário anônimo nesse blog

Postar um comentário